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Pela neta, pela família quadrangular e pelo santo torturador

2016/04/20

A Estátua de Sal

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 19/04/2016)

Autor                               Daniel Oliveira

Estar cinco horas à frente da televisão a ouvir as declarações de voto dos deputados brasileiros durante a votação da admissibilidade do impeachment à Presidente Dilma Rousseff foi muitíssimo pedagógico. Valeu mais do que muitas leituras e muitas notícias. O retrato que faz da política brasileira em geral e das forças que estão a derrubar o PT em particular é demolidor. Porque é um autorretrato.

Já ontem escrevi aqui sobre o processo. Já escrevi várias vezes sobre aquelas que me parecem ser as razões profundas do legítimo descontentamento do povo brasileiro. Mas nenhuma explicação pode ignorar a grotesca feira de horrores que pôde observar quem se deu ao trabalho de ouvir aquelas intervenções. Elas são a imagem de uma democracia perdida.

Os homens, quase só homens, sucediam-se em frente ao microfone. Tudo era acompanhado por vaias, gritos, cantorias que impedissem que…

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Tem dinheiro para estar num offshore?

2016/04/17

(Nicolau Santos, in Expresso, 16/04/2016) Os offshores fazem com que os ricos fiquem mais ricos, os pobres mais pobres e os Estados mais fracos. E não há intrincada explicação jurídica que consiga…

Source: Tem dinheiro para estar num offshore?

Posts/partilhas perdidos no Facebook: livros e gatos (ou vv)

2016/03/15
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(em 15 de Março de 2015)

Um mail diferente da “Jewish Voice for Peace”

2016/03/7
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O último mail que recebi da JVP foi um bocado diferente dos habituais.

Transcrevo-o aqui por ser extremamente revelador, não apenas de um certo “desespero” de Israel em recuperar a imagem “brilhante” que sabe ter perdido nos últimos tempos, como do peso que os lobbys que nos EUA o sustentam ainda têm, conseguindo censurar anúncios já pagos.

Dear António,

I want to try something a little bit different.

No request to sign a petition or call your Congressional representative — just an update about what our team has been working on over the last month, and what we’ve got on deck for the next month.

There are two specific things I want to make sure you know.

First, the Oscars. Last month, it was announced that the Israeli government was offering Oscar nominees a free all-expenses-paid VIP trip to Israel, worth $55,000. This was yet another effort to enlist celebrities in Israeli efforts to improve its “brand” abroad. The Israeli government seems to think that paparazzi photos of actors sunning themselves in Tel Aviv can distract us from occupation, apartheid, and oppression.

But thanks to you, it backfired, after an international coalition swung into action to call on the nominees to #skipthetrip. Working with our allies at the US Campaign to End the Israeli Occupation, we decided to place an ad in Variety asking the nominees not to go. But the story doesn’t end there, because our ad was censored. After the contract was signed, Variety pulled the ad, telling us it was “too sensitive” — despite the fact that they have printed far-right pro-Israel ads in the past. 

Censorship wasn’t going to stop us, though! We raised the alarm, rallied our supporters, and raised enough money to place a full page ad in the LA Times just days before the Oscars — reaching even more people than we would have done in Variety. (Here’s a link to the ad, in case you haven’t seen it yet.)

We’ll see if any of the nominees go on this trip, but I suspect that enough of a controversy has been created that the vast majority, if not all, the nominees will #skipthetrip!  And most importantly, we’ve proven yet again that Israel’s image is no longer uncontroversially positive. Together, we’re making sure that there’s a price to pay for supporting Israel’s propaganda machine.

But that wasn’t the only thing we were doing last month. 

Our friends from Youth Against Settlements in Hebron asked us to participate in a week of action to support their work to Open Shuhada Street.

For decades, Shuhada Street in Hebron was a bustling open-air market. Now, it’s severely restricted for Palestinians, while Jewish settlers have free access. It is one of the most egregious examples of apartheid it is possible to witness.

Here in New York City, JVP members from our Columbia/Barnard chapter protested outside the office of the Hebron Fund, an extremist group that funnels money to settlements — all tax-free because of their status as a tax-exempt charity. We flooded the White House with emails calling for an IRS investigation of settlement funders. In DC, our Legislative team met with 10 different Congressional offices to discuss the issue, and JVP members wrote this powerful op-ed in Tikkun magazine.

JVP is now at a size where we can wage campaigns on multiple fronts at once. While all this was happening, our team was also working on our campaign against Airbnb’s vacation rentals in occupied Palestine, not to mention the countless local and regional campaigns that our organizers are moving forward.

And here’s what we’re working on this month: In dozens of states, legislation is moving forward that is trying to penalize the right to boycott Israel. These laws are unconstitutional — as well as being just plain wrong — and we’re gearing up to fight them all over.

There’ll be more on that soon, and it’ll be all hands on deck to take them on, but until that happens, I just wanted to make sure you were updated about our work last month.

Onwards — there’s a lot to be done.

Rebecca

Rebecca Vilkomerson
Executive Director

We can’t run these campaigns without you. Can you chip in today to sustain our work?

Africano politicamente incorrecto

2016/03/3

Um post no Facebook, em 3 de Março de 2015, aproveitando (e partilhando) uma crónica de Ferreira Fernandes.

As guerreiras do ar na segunda guerra mundial

2016/03/2

Um post/partilha no Facebook em 2 de Março de 2014:

 

Feel the Bern

2016/03/2

“É claro que, neste momento, um fenómeno como Bernie Sanders seria impossível na Europa, onde até haverá mais gente a concordar com ele do que nos EUA. Para que isso acontecesse era preciso que não dependêssemos totalmente de gente que ninguém elegeu e dos interesses que representam. Em Bruxelas inventou-se uma forma de nem sequer ter de comprar políticos. E esse é, neste momento, um desafio que a esquerda europeia, ao contrário da americana, tem de saber responder: como recuperar para a democracia para os cidadãos e o poder de decisão para os Estados.”

A Estátua de Sal

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 01/03/2016)

Autor                                   Daniel Oliveira

Em 2004, Elizabeth Warren era professora em Harvard e jurista. Dedicava a sua atenção ao endividamento da classe média e às leis que permitem a declaração de bancarrota das famílias. Um debate que por cá devia tomar mais tempo e atenção de políticos e jornalistas. Warren tinha acabado de publicar “The Two-Income Trap: Why Middle-Class Mothers and Fathers Are Going Broke” e merecia atenção dos media. O livro desfazia muitos mitos sobre o endividamento da classe média e como, nas últimas décadas, a perda de rendimento foi substituída pelo crédito. Devemos mais para consumir as mesmas coisas.

Numa entrevista sobre o seu livro a Bill Moyers, na PBS, Elizabeth Warren contava, a propósito de tudo isto, uma história interessante. Como uns anos antes fora chamada pela primeira dama, a senhora Hillary Clinton, para lhe falar sobre esta situação e sobre uma…

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