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Basta dizer NÃO às agências de rating

2009/01/18

Nos últimos dias, a Standards & Poor’s baixou o rating para os créditos soberanos à Grécia, e ameaçou fazer o mesmo a Portugal, Irlanda e Espanha. Deixou ainda subentendidas ameaças a grandes economias, como a Alemanha, Reino Unido e França de que fariam bem em não ir muito longe nas medidas orçamentais e fiscais de luta contra a crise, sob pena de enfrentarem a mesma pena.

Aparentemente, sensatas medidas e avisos de agências que zelam para que os créditos concedidos sejam remunerados com um prémio de risco adequado, ao mesmo tempo que pressionam para que os governos não se afastem da ortodoxia orçamental. Será? NÃO. Não neste caso, não agora, pelo menos.

Duas razões principais:

  1. O combate à crise exige medidas de estímulo orçamental, seja pelo lado das receitas (estímulos fiscais), seja pelo lado das despesas (investimentos com retorno rápido e mesmo em alguns casos grandes investimentos – reparações de infra-estruturas básicas, por exemplo – que ajudem a preencher a capacidade produtiva não aproveitada, assim como – fundamental em tempos de crise – aumento das despesas sociais), seja por um policy-mix. Cada caso é um caso, mas nenhum pode fugir destas medidas. A maioria dos analistas (mesmo alguns dos que antes juravam pelo consenso de Washington e se benziam quando se falava do nome de Ayn Rand ou Milton Friedman – veja-se a pungente contrição de Alan Greenspan no Congresso americano), a maioria dos governos, mesmo o ortodoxo e austero FMI, estão de acordo, no essencial, com estes pressupostos.
  2. A Standard & Poor’s e outras agências de rating perderam completamente a credibilidade ao darem selos de aprovação elevados a pacotes de títulos tóxicos e duvidosos que estiveram na origem da crise.

Vale a pena ler este artigo de Gerald Epstein, professor de Economia e co-director do PERI – Political Economy Research Institute na Universidade do Massachusetts, em Amherst e professor convidado na Universidade de Paris Nord (Paris XIII). Em particular sobre as sugestões sobre o que fazer às agências de rating.

t r u t h o u t | Just Say “No” to the Credit Rating Agencies

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