Skip to content

Yes he could

2008/11/5

Barack Obama tomará posse em Janeiro como o novo presidente dos Estados Unidos da América.

Para já, o que se festeja é o princípio do fim dos oito anos da administração mais corrupta, inepta, arrogante e criminosa que os Estados Unidos conheceram. E olha-se com preocupação para a sua herança, que pesará como chumbo sobre Obama (tal como pesaria sobre McCain, apesar deste ter declarado em campanha que manteria algumas das iniciativas mais desastrosas de Bush Jr.)

Claro que se festeja igualmente a vitória incontestada de Obama, não apenas por aquilo que ele declarou que iria fazer, em ruptura com os atropelos da administração Bush, mas por ter mostrado (a quem não acreditava ou se tinha esquecido) que existe outra face da América. Uma América na linha dos seus fundadores, que acredita na rule of law, que acredita no conhecimento, que não exorciza as suas elites em nome dos “autênticos valores” da ignorância e do fanatismo religioso, que acredita na diversidade cultural. Os festejos da vitória foram uma montra dessa diversidade.

Mas estas eleições mostraram igualmente outras faces da América, na agressividade, no rancor, na ignorância, no preconceito mostrados em inúmeros vídeos de apoiantes de McCain (ou seriam antes de Sarah Palin?)

McCain concedeu a derrota em Phoenix com grande dignidade e graciosidade. Bastou aquele discurso para mostrar que ele não tem nada a ver com o troglodita que ainda habita a Casa Branca. Mas razões eleitorais, ou a máquina partidária, obrigaram-no a vender a alma ao diabo.

O discurso de vitória de Obama foi, como esperado, contido, procurando ao mesmo tempo ser inspirador, não se esquecendo de mencionar que no futuro haverá certamente muitos motivos de discórdia.
Certamente que sim. Só espero que o essencial seja cumprido.

Nota
Não sei se mencionei o facto de esta ser a primeira eleição de um negro para a presidência dos EUA. É sem dúvida um facto importante, atendendo à história dos EUA, que se construíram dizimando ou aprisionando os primitivos habitantes (até há pouco tempo chamados de índios devido ao erro de Colombo), e da importação de escravos da África subsaariana para trabalharem em condições sub-humanas nas plantações sulistas. Nesse sentido, esta eleição pode também ser considerada, não o culminar, mas um passo de gigante no sentido da igualdade.

No comments yet

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: