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Kosovo – afinal não era uma posição de princípio

2008/10/2

Ouço na TSF que o secretário para as relações internacionais do PS, José Lello, afirmou que é inevitável que proximamente Portugal reconheça a independência do Kosovo. E porquê? Porque essa é a posição que os nossos parceiros da NATO e da UE vão tomar ou já tomaram.

Será por acaso que essa afirmação é feita depois de a líder do PSD, após uma reunião com o Presidente da República, ter elogiado o governo por NÃO ter reconhecido essa independência?

A mão invisível do império é de facto muito longa, ajudada pelas suas extensões na Europa. Faz-se a limpeza étnica do Kosovo (no sentido inverso ao que se dizia combater), reconhece-se a sua independência, incentiva-se cada vez mais países a aderirem à Nato (sobretudo se estiverem nas franjas fronteiriças da Rússia), colocam-se rampas de mísseis em dois países da UE (e tenham vergonha na cara, obviamente que não têm nada a ver com o Irão) e o que diz Portugal, membro de pleno (?) direito daquelas organizações? Não diz nada até os outros dizerem. Depois diz o mesmo.

Será? Está José Lello a preparar o terreno para alguma coisa, ou falou por falar?

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