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A censura na era da internet: o caso do Wikileaks

2008/02/23

(via AlterNet)

O Wikileaks é um dos mais importantes websites aparecidos nos últimos tempos. Criado por um grupo de jornalistas comprometidos com uma informação transparente, já publicou uma série de documentos, antes “confidenciais”, que arreliaram vários estados e grandes empresas e corporações (Estados Unidos, Quénia, China, Tailândia).

A China e a Tailândia tentaram, sem sucesso, censurar o site. Mas nos Estados Unidos, pelo menos por agora, a censura funcionou: desde 15 de Fevereiro, quem aceda ao endereço original (indicado atrás), depara-se com mensagens de “Server not found“. Segundo Stephen Soldz, no artigo da AlterNet em que nos estamos a basear (link no início do post), um tribunal da Califórnia emitiu uma providência cautelar a solicitação de advogados do banco Julius Bauer das ilhas Caimão (um offshore financeiro). O Wikileaks foi avisado com apenas duas horas de antecedência que o seu hospedeiro ia fechar todos os DNS e impedir qualquer acesso ao site até o tribunal decidir em contrário.

Trata-se de um acto sem precedentes. Já antes se tinha tentado, nos EUA, impedir a publicação de documentos específicos (como os Pentagon Papers, no New York Times, ao tempo do Watergate), mas não fechar totalmente o órgão de comunicação.

No entanto, na idade da internet as coisas são mais complicadas. Os fundadores criaram uma rede de aliases a partir dos quais se pode aceder ao conteúdo do site, incluíndo pelo menos um com domínio português, o lisbon.log.pt.



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