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Vidas paralelas: o percurso brilhante e o fim trágico de dois jovens, com a AI ao fundo

2008/01/24

A história contada no artigo Two AI Pioneers. Two Bizarre Suicides. What Really Happened?, de David Kushner, na Wired, desafia o mais imaginativo dos argumentistas.

É a história (que começa no início dos anos 90) de dois jovens, Chris McKinstry e Pushpinder Singh, ambos canadianos, mas vivendo sempre afastados (um de Toronto, tendo depois mudado para o Chile, o outro de Montreal, prosseguindo depois uma carreira académica e de investigação no MIT), obcecados com as promessas da AI (Inteligência Artificial) e devotando as suas vidas à investigação nessa área. Ambos influenciados pelas obras de Marvin Minsky, embora apenas Singh tenha trabalhado de perto com o famoso cientista.

Ao longo dos anos cada um desenvolveu o seu trabalho, Singh de uma forma mais académica, McKinstry de uma forma mais exuberante. O contacto entre os dois fez-se sobretudo através de trocas de galhardetes em blogs e newsgroups, umas vezes de forma cordata, outras mais animosas. Evidentemente, muitas outras pessoas entravam nessa conversa, de maneira geral tratando Singh com maior deferência (talvez pelo seu percurso académico), e McKinstry de forma mais sarcástica.

Encurtando uma história de vidas curtas mas muito preenchidas, em 20 de Janeiro de 2006, McKinstry, sentado com o seu portátil num café próximo do seu apartamento em Santiago, colocou no seu blog vários posts anunciando o seu suicídio, e dando conta do avanço dos efeitos dos comprimidos que tomara para esse efeito. Alguns comentadores habituais foram respondendo com o sarcasmo habitual, e McKinstry ia respondendo, até que os posts pararam. Três dias mais tarde, a polícia encontrou o seu corpo no seu apartamento. Tinha o tubo do gás ligado a um saco apertado à volta da cabeça.

Quanto a Singh, após a dissertação ficou como professor no Media Lab do MIT, e a trabalhar com o seu (e, à distância, de McKinstry) tutor, Marvin Minsky. Tudo lhe parecia correr bem, quer no campo profissional quer pessoal. Mas não era assim. Quatro semanas após o suicídio de Chris McKinstry, a polícia foi chamada a um apartamento próximo do MIT, onde encontrou o corpo de Singh. Tinha ligado um tubo de um tanque de hélio até um saco apertado à volta da cabeça.

Perfil de Singh.

Blog de Singh.

O blog de McKinstry no Internet Archive não apresenta muitas das entradas, mas é interessante a sua página no Flickr, assim como o endereço que alguém que continua a participar em newsgroups com o seu nome apresenta:

 K. Christopher McKinstry,
   MORGUE DRAWER 12-B
   GENERAL HOSPITAL
   SANTIAGO, CHILE

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