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Benazir Bhutto, ou de onde vem o perigo

2007/12/27

A ex-primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto foi hoje assassinada no fim de um comício eleitoral, dois meses depois de ter regressado do exílio. Com ela, o atentado vitimou mais umas dezenas de pessoas.

O Paquistão parece assim caminhar para a concretização de um dos maiores pesadelos dos nossos dias: um Estado onde o terrorismo mais irracional campeia, onde os terroristas do Afeganistão (e não só) se abastecem e se treinam. E é um Estado que possui a bomba nuclear, que tem uma história de antagonismo com a vizinha India.

Quando o terrorismo de alta intensidade mostrou as suas garras em 11 de Setembro de 2001, exigia-se uma estratégia adequada para o combater, e essa estratégia devia ser predominantemente política, dada a extra-territorialidade do inimigo, não excluindo, quando necessário a intervenção militar (como foi o caso do Afeganistão). Mas quando se quis juntar outros interesses ao combate contra o terrorismo (desde o ajuste de contas puro e simples ao domínio de recursos energéticos, através de uma estratégia imperial) e, com a mais fraudulenta das justificações, se esbanjaram meios, equipamentos e soldados na agressão e ocupação do Iraque (que era sem dúvida um Estado ditatorial e sanguinário, mas que não apenas não tinha nada a ver com o inimigo a combater como, paradoxalmente, também o combatia e constituía um travão à sua expansão), é evidente que o terrorismo continuaria a florescer noutros locais. Como o Paquistão.

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