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ONU, “hard power” e ” soft power”

2007/11/23

Num comentário publicado no Project Syndicate, Joseph S. Nye, professor em Harvard e autor de Soft Power: The Means to Success in World Politics, analisa as condições em que o soft power da Organização das Nações Unidas pode ser um meio eficaz de regulação das relações internacionais e de resolução de conflitos, focando brevemente a história desse poder desde a criação da organização.

Trata-se de uma questão importante, sobretudo quando algumas potências procuram desvalorizar o papel das Nações Unidas, quando ele representa um entrave à livre prossecução dos seus objectivos à revelia dos interesses da comunidade internacional. Muita gente ainda se lembra do então embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Bolton, nas vésperas da invasão do Iraque, ter exclamado que finalmente a ONU tinha sido ferida de morte. Aparentemente, e felizmente, não o foi.

Power is the ability to affect others to produce the outcomes one
wants. Hard power works through payments and coercion (carrots and
sticks); soft power works through attraction and co-option. With no
forces of its own and a relatively tiny budget, the UN has only as much
hard power as it can borrow from its member states. It was created in
1945 to be the servant of its member states, and Article 2.7 of its
charter protects the sovereign jurisdiction of its members.

(…)

The UN has impressive power – both hard and soft – when states agree on
policies under Chapter 7 of the Charter. It has modest but useful soft
power when great powers disagree but are willing to acquiesce in a
course of action. And it has very little power when the great powers
oppose an action, or repressive member governments ignore the claims of
the new “responsibility to protect.” In such cases, it makes no sense
to blame the UN. Soft power is real, but it has its limits. The fault
lies not with the UN, but with the lack of consensus among member
states.

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  1. silasgrecco permalink
    2009/01/16 1:21 pm

    Ótimo post. Os poderes da ONU são deliberativos, são como os mesmos poderes que tem um estádio de futebol…Depende dos times ganhar ou perder, não do estádio.Essa é uma analogia da Samantha Power, ótima internacionalista também.! Abraços!

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