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Em 2007…

2007/01/1
…Eu vou deixar de fumar. Ou pelo menos reduzir substancialmente.
Ou pelo menos vou tentar.

…Eu vou perder peso. Ou pelo menos não aumentar de peso.
E vou fazer exercício. O que também me ajudará a perder peso. Ou a mantê-lo.
Ou pelo menos vou tentar.

…Eu vou ser mais organizado.
…Vou gerir melhor o meu tempo.
…Vou procurar ser mais proactivo.

E outras coisas de que não me lembro agora.

Ou pelo menos vou tentar.

As mudanças de ano são sempre épocas propícias ao enunciar de resoluções com as quais procuramos mudar algo na nossa vida (de preferência para melhor…). Mesmo que não as anotemos cuidadosamente numa folha de papel ou num ficheiro digital, elas estão lá (bem, para muitas pessoas, pelo menos; muitas há certamente que não o fazem, seja porque razão fôr). É claro que, cinicamente, sabemos que já as fizemos no passado, e se as estamos a repetir é porque não as cumprimos. Mas é isso razão para não as enunciarmos, para que não continuemos a tentar (ou a prometermos tentar) concretizá-las?

Nem de propósito, um belo e curto artigo de Pascal Bruckner no NYT de hoje, sob o título “Another last chance to change your life”. Alguns extractos:

In declaring resolutions, if possible before witnesses, we nourish the
illusion that changing our lifestyles will change our lives: “This
year, I will read Proust.” “This year, I will not invade Iraq.” “This
year, I will be faithful to my wife.” “This year, I will reduce
unemployment in France.” Or, more prosaically, “I will exercise three
times a week, I will finally try to stop smoking, I will cut back on
sugar,” etc. It’s a sort of collective drunkenness for people to make
vows that nobody expects to keep.
(…)
If the end of the year brings a flood of resolutions to change, it is
because we are faced with an existence that is invaded by the routine,
by the rush of demands. We can’t bear it. We know that another life
exists, more beautiful, more passionate, one that laziness and apathy
keeps us from attaining.
(…)
Knowing that you can change your behavior, even by an iota, is
essential for holding yourself in esteem. We’re often cynical about how
resolutions are never kept, but we shouldn’t be. Resolutions are
perhaps lies, but they’re lies of good faith, necessary illusions. As
long as we can make them, we are saved, we can control the chaos of
destiny; it doesn’t matter that we break them and that others view us
with skepticism. Every resolution is good simply because it is
declared. It is a comedy, perhaps, but it keeps us sane.

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