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Iberismo, globalização e internacionalismo

2006/05/14

Vai por aí uma chinfrineira porque ao que parece um ministro do governo do Estado soberano de Portugal declarou o seu iberismo. Blasfémia, traição, gritaram nacionalistas bacocos e oposições em crise. Seguiram-se pedidos ou exigências, ao ministro para que se retrate, ao primeiro-ministro para que se demarque do seu ministro ou o chame à ordem.

Eu, por mim, estou à vontade: não nasci na península ibérica, nasci em África, onde as fronteiras entre os países foram, na sua maioria, desenhadas a régua e esquadro por europeus reunidos para o efeito em Berlim. Mas sou angolano e africano pelo nascimento, com muita honra. E, por razões que a vida tece, com a mesma honra sou português, iberista e europeu. E por razões ainda mais fundas, sou internacionalista e cidadão do mundo.

O mais curioso é que, entre os que mais gritam, estão quer ardentes defensores da globalização, quer proclamados internacionalistas. E quase todos europeístas de primeira hora, ou pelo menos adesivos à segunda hora.

Por que será que tanta gente parece ter medo do vizinho espanhol (ou dos castelhanos, galegos, bascos andaluzes, catalães etc.)? Porque é disso que se trata, senão também berrariam de cada vez que alguém se proclama europeísta, atlantista ou outra coisa qualquer

Nem os consola o facto de poderem dizer que Olivença continua, como sempre, a ser nossa? Dos ibéricos?

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5 comentários leave one →
  1. Pablo Perez permalink
    2006/09/29 11:37 am

    Tenhes moita razon… estou farto de tudos esos “nacionalistas” que
    se visten co a sua bandeira…pra defender els seus intereses economicos.
    e vexo que e lo mesmo en Portugal que en Espanha….

    meus avoos son de Galiza e la diferencia entre galego e portugues es minima….

  2. Jose desde España permalink
    2007/02/17 9:46 pm

    Hermanos portugueses.. ¿por que seguir empeñados en nacionalismos que fueron alimentados por las grandes potencias europeas? Aboguemos por la unión (no anexión) entre España y Portugal. Nuestras culturas se parecen y nuestras lenguas también son muy parecidas… (entiendo el portugués escrito.. y no lo he estudiado nunca). Esta unión sería muy beneficiosa para ambos paises.
    Gracias.

  3. Anónimo permalink
    2007/02/19 2:29 pm

    em primeiro lugar ao autor do post se gosta tanto de Espanha pegue no seu traseiro imundo e exporte-o para Madrid quanto aos dois FDP’s espanhós la cultura portuguesa y española son muy diferentes la maeira de pensar d los 2 peublos tambiem es muy diferente lo iberismo es una fantasia estupida VIVA PORTUGAL

  4. Anónimo permalink
    2007/05/17 5:29 pm

    Ao nosso Anónimo Português:

    A diferença entre os espanhóis e os portugueses é que eles são educados… Você é um inculto (para não dizer outra coisa), como se pode verificar nos grunhidos que bafora numa espécie de língua que usa.

    Você é certamente um dos que conta bastante nas estatísticas e faz de Portugal um país de ignorantes, atrasado e sem futuro.

    Sugestão: para que não me desconsiderem mais (enquanto português), agradeço que feche a boca, por forma a conservar para si as babuzeiras e não poluir o ambiente.

    Um PORTUGUÊS, cidadão do mundo

  5. Carlos Luna permalink
    2009/03/22 12:08 am

    ALENTEJO POPULAR (jornal Progressista), 5-Março-2009
    OLIVENÇA DEFENDE PORTUGUÊS
    (grande fotografia do Convento de São João de Deus em Olivença, com carros e pessoas à
    sua porta)
    ANTÓNIO MARTINS QUARESMA/HISTORIADOR
    Conforme o «Alentejo Popular» noticiou no último número, realizou-se no passado 28 de
    Fevereiro, em Olivença, um encontro, que teve por tema central o português oliventino,
    isto é, o português alentejano ainda falado naquela cidade pela franja mais idosa da
    população.
    A organização deste Encontro deve-se à recentemente fundada associação oliventina Além
    Guadiana, que, estatutariamente, persegue a revitalização das raízes culturais
    portuguesas, em particular da língua. Esta Associação, dirigida por jovens, representa em
    Olivença uma nova maneira de encarar a cultura tradicional, valorizando-a e combatendo o
    preconceito que normalmente atinge as formas de cultura popular.
    O Encontro foi apoiado pelas instituições locais e regionais espanholas, como o
    “Ayuntamiento” de Olivença e a Junta de Extremadura, que aliás estiveram presentes
    através do Presidente da Junta, o também oliventino Guillermo Fernández Vara, e pelo
    “Alcalde” de Olivença, Manuel Cayado Rodríguez.
    Recorde-se que em Olivença, antiga vila portuguesa desde o século XIII, anexada à
    Espanha no princípio do século XIX, o português se falou maioritariamente, até há bem
    pouco tempo. Hoje em dia, é falado apenas por uma minoria, mas os vestígios materiais da
    presença portuguesa são numerosos e muito visíveis. A influência portuguesa é sentida
    também nos «pormenores». A doçaria, por exemplo, onde sobressai um saboroso doce, que dá
    pelo peculiar nome de técula-mécula, é familiar ao nosso gosto alentejano.
    Nesta jornada estiveram presentes alguns linguistas, portugueses e espanhóis, cujas
    comunicações se revestiram de alto nível. Eduardo Ruíz Viéytez fez ressaltar a ideia de
    que a defesa das línguas minoritárias, como o POrtuguês oliventino, é também uma questão
    de Direitos Humanos e uma preocupação do Conselho da Europa. Juan Carrasco González
    explicou as variedades linguísticas da fronteira. Lígia Freire Borges falou no papel do
    Instituto Camões. José Gargallo Gil dissertou sobre fronteiras e enclaves na Península.
    Manuela Barros Ferreira trouxe o MIrandês, a língua minortitária de trás-os-Montes.
    Manuel Jesus Sánchez Fernández focou as dificuldades do Português oliventino. Servando
    Rodríguez Franco mostrou exemplos de alterações toponímicas em Olivença, resultantes da
    interpretação castelhana do POrtuguês. Domingo Frades Gaspar discorreu sobre a língua do
    vale do Eljas. António Tereno, o único responsável político português presente, explicou,
    por sua vez, as vicissitudes por que tem passado o processo de «classificação» do
    «barranquenho».
    Um momento especial foi a intervenção de José António Meia-Canada (querem apelido mais
    alentejano?), natural de Olivença, que, na sua língua materna, deu genuíno testemunho do
    Português oliventino.
    Por fim, foi projectado um projectado um documentário sobre o Português de Olivença,
    realizado a propósito. Após a projecção, com a noite já entrada, a Jornada terminou, no
    meio de geral satisfação, pelo seu êxito e pela geral convicção de que se estão a
    realizar acções profícuas no sentido da defesa do Português oliventino.
    Uma palavra ainda sobre a Associação Além Guadiana. Ela tem o seu sítio na “net”, onde
    se podem encontrar notícias sobre as actividades que desenvolvem, para além de diversas
    informações com interesse. Basta procurar no Google, ou ir directamente aos endereços
    “http://wwwq.alemguadiana.com” e “http://alemguadiana.blogs.sapo.pt/”. O Presidente da
    Direcção é Joaquim Fuentes Becerra. Os restantes mebros são Raquel Sandes Antúnez,
    conhecida de todos os que gostam de boa música e do grupo oliventino Acetre, Felipe
    Fuentes Becerra, Fernando Píriz Almeida, Manuel Jesús Sanchez Fernández, Eduardo Naharro
    Macías-Machado, Maria Rosa Álvarez Rebollo, José António González Carrillo, António
    Cayado Rodríguez e Olga Gómez.
    À laia de apelo, deixamos aqui uma nota final, dirigida especialmente às entidades
    portuguesas responsáveis pela política cultural, para que, à semelhança do que fazem os
    nossos amigos oliventinos, também em Portugal se preste atenção ao Português alentejano
    de Olivença.

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