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Três minutos por uma tragédia

2005/01/5

Estou a escrever este post no tempo decidido pela União Europeia para que os seus cidadãos cumpram três minutos de silêncio em memória das vítimas da tragédia que se abateu sobre o Oceano Índico a 26 de Dezembro.
A enormidade do acontecimento justifica esta homenagem. Para lembrarmos as vítimas (cuja contagem não para de aumentar) e para meditarmos na nossa pequenês perante as forças da natureza. Como nos parecem ridículas e mesquinhas certas coisas com que nos preocupamos no dia a dia e que enchem o nosso espaço mediático, quando as forças telúricas soltam o seu poder devastador, face ao qual ou não podemos nada ou podemos muito pouco.
A tragédia gerou em todo o mundo um vasto movimento de solidariedade e ajuda, através de ONGs, governos, indivíduos e organizações internacionais. Para além das equipas de apoio no terreno, reuniu-se uma soma recorde de dinheiro para ajudar à reconstrução das zonas devastadas. Que se espera seja criteriosamente aplicado. E que não aconteça o que aconteceu com a tragédia de Baan, no Irão, há um ano, que gerou igualmente um grande movimento de apoio, promessas de dinheiro, etc., e depois caiu no esquecimento, e ao que parece apenas uma pequena fracção do dinheiro prometido chegou a ser mobilizado.

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