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Inevitável

2004/12/1

Jorge Sampaio finalmente decidiu dissolver a AR (a que se sguirá a convocação de eleições, lá para Fevereiro), o que implica a demissão do governo de Santana Lopes.
Parece agora evidente para a maioria das pessoas que não havia outra solução, dada a incrível sucessão de asneiras, contradições, desorganização, negligências, ausência de projecto político, tentativas de controlo da comunicação social (directa ou indirectamente), etc. etc. O governo de PSL excedeu largamente aquilo que os que sempre criticaram a sua nomeação após a fuga de D. Barroso poderiam imaginar. E é patética a afirmação de vários apoiantes do governo de que não se dissolve uma assembleia e um governo por causa da demissão de um ministro! Será que eles próprios não vêm que a demissão do ministro (e as suas justificações) foi apenas a gota de água que fez transbordar um enorme copo que vinha enchendo, com factos muito mais graves, desde o próprio dia da tomada de posse? Santana só se pode queixar dele próprio: tinha tudo, desde uma maioria parlamentar a um PR ultra-paciente, passando por uma oposição em recomposição e substituições de liderança. Só não conseguiu ultrapassar o Princípio de Pedro.

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