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Arafat

2004/11/11

Ele representará sempre a vontade dos palestinos em libertar a sua terra e construír o seu Estado.

Sobreviveu a muita coisa, inclusive a atentados contra a sua vida vindos quer do Estado de Israel, quer de compatriotas seus.

A sua vida não terá sido um modelo de virtudes, mas não o é também a de qualquer outro, numa Terra Santa de três religiões onde encontrar um santo é tão comum como encontrar um extraterrestre.

Passou os três últimos anos enclausurado no seu quartel semi-destruído pelos exércitos de Sharon, que sabe que as vozes moderadas (como sem dúvida o foi a de Arafat sobretudo a partir dos Acordos de Oslo) são incompatíveis com a situação de guerra permanente em que quer manter aquela zona, assim incentivando os extremistas palestinos.

A tentativa de desacreditação de Arafat apenas aproveitou aos extremistas de ambos os lados, levando franjas cada vez maiores de israelitas a apoiar o belicismo de Sharon e de palestinos a apoiarem o Hamas e o Ezbolah.

Se a OLP não conseguir sobreviver à sua morte e escolher uma liderança forte e capaz, ainda veremos alguns daqueles que mais o atacaram em vida a sentirem saudades daquele interlocutor difícil mas sensato.

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