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Kerry, a bem de todos nós

2004/10/29

Na próxima semana vão-se realizar as eleições para a presidência dos Estados Unidos. Na minha opinião (e na de muitas pessoas em todo o mundo, e esperemos que também na dos próprios eleitores) é importante que o senador John F. Kerry seja eleito presidente dos EUA. Mais rigorosamente, é importante que George W. Bush não consiga um novo mandato (não digo que seja reeleito, pois como é sabido ele nunca foi eleito, foi designado pelo Supremo Tribunal depois das trapalhadas proporcionadas pelo abstruso sistema eleitoral americano). Não escondo que Kerry não me entusiasma, mas quando comparado com a pobre e perigosa alternativa que Bush e os seus capangas representam, qualquer pessoa sensata só pode apoiá-lo. E espero que desta vez Ralph Nader não desvie votos do candidato democrata, como sucedeu com Gore há quatro anos. Não gosto de apelos ao voto útil, mas o que está em jogo neste momento é demasiado importante. Os Estados Unidos, pela sua posição predominante no equilíbrio de poderes mundial, têm interesses próprios. Como qualquer país, claro, só que a prossecução desses interesses pode entrar, e entra muitas vezes, em colisão com os interesses da comunidade internacional, ou apenas de certos países dentro dessa comunidade. Isto é inevitável, e torna-se um problema grave quando um dos lados é a maior superpotência militar, económica e cultural. E é inevitável quer o presidente seja um democrata ou um republicano, e é responsável por muito do anti-americanismo que grassa um pouco por todo o mundo. Não tenho quaisquer dúvidas que se Kerry for eleito, hei-de discordar de muitas das suas decisões (tal como quando voto em alguém para qualquer lugar em Portugal não o faço na convicção de que concordarei sempre com ela, seja quem for). Mesmo assim, Kerry já deu provas de que a sua abordagem às grandes questões internacionais se encontra nos antípodas da de Bush. Pelo acho que vale a pena correr o risco da sua eleição, também por méritos próprios, e não apenas (o que já não seria pouco) para correr com o gang de Bush Jr,

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