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2004/07/12

Na entrevista concedida ontem SIC, Santana Lopes mostrou que o seu processo de deciso poltica continua o mesmo. No preciso definir princpios, metas, avaliar recursos disponveis, discutir a bondade das decises. Basta que no decurso de uma entrevista lhe seja colocada uma pergunta, e a resposta sai solta e rpida com alguma ideia que lhe ocorra no momento. Porque no o Ministrio da Agricultura, por exemplo, em Santarm? E, tambm por exemplo, porque no a Secretaria de Estado do Turismo no Algarve, e o Ministrio da Economia no Porto? J agora – sugesto minha – porque no a Presidncia do Conselho de Ministros em Bruxelas, mais prxima dos centros de deciso da Unio?
Claro que este o velho estilo de demagogia populista a que Santana sempre nos habituou. E claro que h sempre muita gente, entrevistada ao acaso no meio da rua, que acha as medidas timas, e verdadeiras manifestaes da vontade de descentralizar, de retirar o poder ao Terreiro do Pao.

H certamente muita coisa a fazer no domnio da reforma da Administrao Pblica, mas entre elas no se conta semear o pas com ministrios. H processos burocrticos a rever ou eliminar, e h que aproximar a administrao das pessoas. Mas Portugal no tem o tamanho da Austrlia, e por outro lado, paralelamente intensificao do uso das novas tecnologias no E-Government, h servios que podem e devem ser desconcentrados, e competncias que devem ser atribudas a Direces-Regionais e servios locais, por forma a que as pessoas no tenham que se deslocar centenas de quilmetros para resolver pequenos assuntos. E colocar os Ministrios, rgos polticos e no administrativos, nos sete cantos do pas s serve para mistificar a no resoluo dos outros assuntos.
Mas tenhamos esperana: pode ser que estas medidas tenham o mesmo grau de execuo da reconverso do Parque Mayer, do casino de Lisboa (nos mltiplos locais para ele previstos), do tnel do Marqus, etc. etc.

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