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O “antismo” na guerra mediática

2004/02/24

Importante ler o artigo de Vital Moreira publicado hoje no Público e subordinado ao título “Está a Europa tomada de novo pelo Anti-semitismo?” Aí, VM desmonta as interpretações abusivas de quem vê atitudes racistas onde apenas há posições políticas, dirigidas não contra um povo ou uma religião mas contra um governo, ou contra certas posições, orientações e actos desse governo. VM cita um artigo recente de Edgar Morin no Le Mnde intitulado “Anti-semitismo, antijudaísmo e anti-israelismo”, em que Morin mostra como é inaceitável a amálgama dos três conceitos, cada um com a sua história e motivações específicas, sendo o primeiro manifestamente racista e podendo englobar os outros dois, mas que a mais elementar lógica (e, acrescento eu, inúmeros factos) demonstra que a implicação inversa só por ignorância ou má-fé pode ser considerada credível.

Claro que quem segue essa lógica falaciosa e perversa tem objectivos muito claros, como sejam o desarmar e desacreditar a crítica ao executivo de Sharon. A mesma lógica, afinal, que leva a rotular de anti-americanos os que criticam Bush, de anti-portugueses os que criticam decisões de Durão, etc. etc. Mas esses rouladores não sabem mais do que isso? Alguns não, claro. Mas o que conhecem mais do que a lógica dos simples só se podem considerar como actuando de má-fé.

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