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O país – anestesiado – que perdeu quase tudo sem dar por isso (Nicolau Santos)

2016/11/24

… o BCP é o maior banco privado português. A EDP é a maior empresa elétrica do país. A REN – Redes Elétricas Nacionais gere as principais infraestruturas de transporte de eletricidade e de gás natural. A ANA controla todos os aeroportos nacionais. A TAP é fundamental na captação de turistas para o país. Todos foram vendidos ou estão concessionados a investidores estrangeiros, assim como o porto de Sines (detido pela PSA de Singapura) e todos os outros (Lisboa, Setúbal, Leixões, Aveiro e Figueira da Foz, controlados pela empresa turca Yilport).

Ora um país que não controla os seus portos, os seus aeroportos, a sua energia (quer a produção quer a distribuição) nem o seu sistema financeiro na quase totalidade (escapa a CGD) é seguramente um país que terá no futuro cada vez mais dificuldades em definir uma estratégia nacional de desenvolvimento.”

 

(Nicolau Santos, in Expresso Diário, 21/11/2016) É este o Estado que temos: sem poder para mandar naquilo que é verdadeiramente essencial para definir uma estratégia de desenvolvimento. E o que é …

Source: O país que perdeu quase tudo sem dar por isso

O fantasma das elites, um artigo de António Guerreiro no Público

2016/11/20

Ainda a vitória de Trump, e um fenómeno que não é novo (os “pseudo-intelectuais”, lembram-se?).

Da vitória dos populismos, nada como uma legião de “indivíduos-termostato”, como lhes chama António Guerreiro, para se atirar às “elites” (a quem? não pertencem eles próprios a essas “elites”?)

Como diz AG:
“Eles mimam a estupidez do homem genérico e marginalizam uma razão crítica, essa coisa elitista. Estão bem representados nos painéis da Opinião e nos debates e comentários televisivos e radiofónicos, dos quais são animadores de eleição (a palavra “elite”, de origem francesa, incorpora a originária raiz do verbo latino eligere, escolher).

Em França são conhecidos como os panélistes, os indivíduos que circulam pelos inúmeros painéis, onde fazem de intelectuais politólogos, sociólogos e psicólogos e outros “logos”. Estes comunicadores são a elite do “agir comunicacional” contemporâneo, mas, em ocasiões como a das eleições americanas, sentem-se no dever de restituir ao Homem Médio a palavra que lhe foi confiscada. Falam muito de populismo e fizeram dele uma palavra-maná, um significante flutuante, uma “coisa”; apontam-no como um fenómeno temível do nosso tempo, mas participam convictamente e sem má consciência na lógica e nas manifestações do populismo cultural.”

A Estátua de Sal

(António Guerreiro, in Público, 18/11/2016)

Autor    António Guerreiro

Com a vitória de Trump, regressou o discurso de crítica das elites. Quem o defende, ignora tudo de uma sociologia das elites, porque para eles as elites são apenas a estranheza, o não homogéneo.


Na sequência das eleições americanas, assistimos a um curioso discurso de denúncia das “elites”, integrado numa vulgata analítica que cumpre bem uma tarefa de cretinização de inaudita envergadura. Que elites são essas tão vagamente nomeadas? Não é possível saber, nem há nada a saber, porque este discurso tem o objectivo de uma palavra de ordem, um refrão, que nada diz de substancial, mas chama a atenção sobre quem o profere. E quem o profere, neste caso, são os porta-vozes de um filisteísmo bem conhecido que constitui também uma elite: a elite consensual dos indivíduos que se vão adaptando à temperatura ambiente (já alguém lhes chamou “indivíduos-termostato”) e captando as…

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Uma semana de espanto, críticas e medos

2016/11/14

 

Faz amanhã uma semana que Donald Trump foi eleito 45º presidente dos Estados Unidos da América.

Ainda na véspera, a maioria dos analistas e órgãos de comunicação (dentro e fora dos EUA) colocavam a sua oponente, Hillary Clinton, como favorita, à frente quer no voto popular quer no colégio eleitoral (assim como previam que os democratas reconquistassem a maioria pelo menos no Senado).

Essa tendência só se começou a inverter já durante as primeiras sondagens à boca da urna, e só então muitos (inclusive, ao que pareceu, pertencentes ao próprio staff de Trump) começaram a acreditar na vitória do candidato mais impreparado e com a campanha eleitoral mais racista, misógina, antissemita, isolacionista da história dos EUA, e aquele cujos aspectos da vida pessoal que vinham a público mostravam um ser abaixo de qualquer qualificação, na relação com as mulheres (conversas de balneário, gravadas – que, é certo, levantam aspectos de privacidade), com os seus subordinados, ou com as instituições (“não pagar impostos faz de mim mais esperto que os outros”).

Muita gente se tem debruçado (e continuará a debruçar) sobre o que realmente aconteceu: se foi Trump que ganhou se foi Hillary e o partido democrata que perderam (para além dos resultados efectivos e mensuráveis, bem entendido: Trump será empossado e Hillary não…)

Refiro-me evidentemente a questões como se a candidata dos democratas foi bem escolhida, se a sua campanha foi bem conduzida, etc. etc. Porque do outro lado tudo apontaria para a pior escolha, para uma campanha destrambelhada, divisionista e exclusiva, e no entanto ganhou.

Este pequeno texto faço-o apenas para meu benefício e memória futura do que publiquei no Facebook na última semana de campanha. São pequenos textos meus, sem maior conhecimento do que aquilo que ia vendo nos órgãos de comunicação social.

É visível que não nutro grandes simpatias por Hillary Clinton, mas evidentemente preferia que fosse ela a eleita no lugar de Trump.

O post seguinte foi colocado no dia 2 de Novembro, uma semana e um dia antes da eleição. Acho que estava preocupado (nota-se muito?)

O post seguinte, colocado no dia 5 de Novembro, é uma partilha do The Economist, e tem a particularidade de contrariar o excesso de confiança dos democratas, mas no caso inverso ao que ocorreu, isto é, perder o voto popular, mas esperando mesmo assim ganhar no colégio eleitoral… Surpresas, surpresas…

O post seguinte foi colocado dia 6/11, 2 dias antes da votação, e nele manifesta-se, sobrepondo-se ao cepticismo, muito wishfull thinking (“Trump pode não ganhar”…), mas sobretudo um pouco (não tudo…) do que eu acho que está errado em Hillary Clinton (e muito mais haveria a dizer, e se calhar deveria, e só não foi por qualquer preconceito politicamente correcto, por ser mulher, por ser a candidata do “lado certo”, etc. – talvez cheguemos um dia à conclusão que criticar a tempo – se bem – o nosso lado pode ser mais importante que criticar os apoiantes do outro lado).

Eu sei que o post seguinte, uma partilhe feita na véspera do dia da votação, é mauzinho. Mas eu não esqueço que Hillary, enquanto foi Secretária de Estado no primeiro mandato de Obama, encheu o departamento de neocons que vinham dos apoiantes de Bush pai e filho, incluindo a senhora Victoria Nuland, esposa de Robert Kagan, que era um dos seus ideólogos. A senhora Nuland foi a orquestradora do cerco da NATO à Rússia e do golpe de Kiev que resultou na destituição de um presidente eleito da Ucrânia (ficou famosa a sua frase “fuck the EU”, ouvida por vários jornalistas e diplomatas, quando lhe disseram que vários países da União Europeia não viam com bons olhos as provocações à Rússia). E Hillary tem responsabilidades nos campos do ISIS em que se tornaram a Líbia, o norte do Iraque e o leste da Síria. Não as responsabilidades na criação do ISIS que Trump lhe quis atribuir, no entanto: essas são todas das aventuras de Bush Jr.

Finalmente, no próprio dia da votação, a esperança de que o Al Capone tivesse razão, porque de facto este ano os Chicago Cubs lá ganharam o campeonato deles (a que chamam pomposamente “World Series”) pela primeira vez desde 1908…

 


A nostalgia das primaveras

2016/09/30
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(e os invernos do nosso descontentamento)

O Facebook fez-me o favor de me apresentar, naquela secçãozinha em que nos mostra o que colocámos ou partilhámos há 1, 2, 3 ou mais anos neste dia, o post que coloco a seguir, originalmente colocado em 29 de setembro de 2013 (há 3 anos, portanto).

Como lá é dito, o post parte de um texto do filósofo e académico brasileiro Luís Felipe Pondé colocado pelo meu amigo Alfredo Esteves Júnior, que eu partilhei, juntando algumas considerações que já antes vinha fazendo (aproveitando, concordo, em certa medida – mas não toda – a boleia da autoridade académica).

E porque considero oportuna a recolocação do post não deve espantar ninguém: basta escutar, mesmo que distraidamente, as notícias. Claro que neste ínterim não apenas a situação na Síria e no Iraque se agravaram (assim como, já agora na Líbia, onde o ocidente se esforça apenas por manter a funcionar as zonas produtoras de petróleo e gás, e no Iémen, de que ninguém fala, mas onde os bombardeamentos sauditas – com armamento ocidental – são diários e também fazem milhares de vítimas), como tivemos o novel fenómeno das massas de refugiados a tentarem chegar – e a serem impedidos de o fazer – à Europa. E o terrorismo, claro, que o ISIS, pelos vistos mais cauteloso que as autoridades, só reivindica quando não pode ser contraditado. (Não que haja muita vontade de os contraditar: por um lado porque o terrorismo é uma ameaça real, e na actualidade a maioria tem a sua assinatura trágica; por outro, em termos práticos para o seu combate, é importante que se aumente o receio popular e se tornem críveis quaisquer reivindicações – ou mesmo fazendo atribuições antes delas: um exemplo entre vários, o atentado de Nice. Obra de um tresloucado desempregado, separado da família, que não respeitava – antes fazia gala em mostrar que não os respeitava – os preceitos islâmicos, que nunca foi visto numa mesquita, e sobre o qual os serviços de informação franceses e europeus não tinham nada, e andaram à pesca nas semanas seguintes, ou um astuto agente “adormecido” posto em acção no momento certo? Bom, o que é certo é que apesar de todas as atribuições e análises feitas pelos “especialistas” em tudo o que é televisão e rádio durante aquela noite e nos dias que se seguiram, e dos esforços dos serviços de informação não terem dado em nada, não existe até hoje nenhuma reivindicação credível por parte do ISIS/Daesh, na opinião de quase todos os especialistas que analisaram o assunto.)

Entre as considerações que fiz a anteceder o artigo de Pondé, não encontro razões para retirar uma vírgula.

Já quanto às considerações (que reflectem as suas convicções políticas e filosóficas) de Pondé, já dizia então que não concordava a 100%, o que era dizer pouco, concordando no entanto com o tom geral do artigo.

Nomeadamente, quando afirma que “A democracia ali [no Médio Oriente – AC] é tão estranha quanto para nós seria uma teocracia.”

Esta afirmação só é verdadeira se, de repente, chegar um bando de salvadores vindo do estrangeiro, bombardear a torto e a direito, e decretar que daqui para a frente vamos ter uma democracia, como Bush Jr. e seus capangas quiseram fazer com a invasão do Iraque, que apenas nos primeiros 3 anos provocou mais de 600.000 mortos (segundo as estatísticas mais conservadoras).

Mas não o será necessariamente se as potências democráticas ocidentais, em vez de intervirem militarmente ou apoiarem as forças mais retrógradas, apoiarem as forças mais progressistas que também por aqueles lados têm aparecido (muitas delas laicas). Será preciso lembrar o caso de Mossadegh, no Irão (então ainda Pérsia), que introduziu uma série de reformas fiscais e fundiárias (como a taxação da propriedade), a segurança social, etc. e a nacionalização da Anglo-Persian Oil Company (mais tarde BP) derrubado por um golpe organizado pela CIA a pedido do MI5.

Mas em todos aqueles países, quando surgem vozes ou movimentos moderados ou laicos, as potências ocidentais têm sentido uma atracção fatal por suprimi-las ou apoiar as forças mais retrógradas. Excepto em países que apenas produzam batatas, que não abundam por ali.

Podia apontar outros aspectos em que estou em desacordo com Pondé, mas este post não é sobre mim nem sobre ele, mas por memória de um post colocado há três anos.

 

A nudez diáfana do burkini (ou a morte dos ” valores franceses” da liberdade, igualdade, fraternidade)

2016/08/26
(imagem retirada de https://www.facebook.com/3rdWF/)

(imagem retirada de https://www.facebook.com/3rdWF/)

O verão europeu (e mundial), mas em particular o verão francês, tem sido agitado pela polémica do “burkini”, o fato de banho inventado por uma modista australiana que, cumprindo (em princípio…) as leis islâmicas, permitiria a algumas mulheres que professam esta fé, e que o desejem, ir até uma praia, uma piscina ou um lago, e refrescarem-se ou darem umas braçadas,

Note-se que o burkini, como é evidente, não “destapa” (desculpem-me a palavra) as mulheres. E realço este facto porque as polémicas anteriores (datando de mais de um século) na luta das mulheres neste particularíssimo aspecto da sua luta pela igualdade, tinham a ver com o facto de, pelo contrário, estarem pouco vestidas (aliás os homens também começaram por usar umas coisas esquisitas, parecidas com uns pijamas de péssimo gosto, tapando os braços e pernas, isto pelo menos nos chamados banhos públicos).

Nas imagens seguintes, tiradas na década de 20 do século passado, a polícia sujeitava as mulheres mais ousadas (não, não eram as que se tapavam) verem as suas roupas medidas em público (por homens) para ver se a altura dos saiotes estava de acordo com a lei.

policia_1922 policia_palm-beach

 

Muito se caminhou desde então, mas talvez valha a pena ver o que, pouco antes daquelas fotos, se usava e se poderia chamar “burkinis avant-la-lettre” para homem e mulher.

saint_tropez homem_listado

Curiosamente, as quatro senhoras de cima foram fotografadas em St. Tropez, e portanto em absoluta oposição aos “valores franceses”, tal como eles agora foram redefinidos pelo inefável senhor Manuel Valls, primeiro-ministro francês. Elas não o sabiam, mas hoje fariam parte de uma lista restrita.

Quanto ao garboso bigodudo do fato listado, nada consta.

Não seria polémica se não tivesse opositores e defensores (assim como uma larga legião de indiferentes…)

É preciso que se diga que a questão dos trajes islâmicos (e não apenas, enquadrada na exibição de símbolos religiosos em geral) já vem sendo regulada em França há alguns anos, com mais ou menos polémica, no que diz respeito ao espaço público.

Não vou entrar nos detalhes, que envolvem quer os valores (esses sim) franceses e universais da liberdade, igualdade e fraternidade democráticas e republicanas, quer os da segurança das populações: numa palavra, a cara do cidadão e da cidadã é para se ver, para se identificar, para olhar nos olhos os outros cidadãos e ser olhado do mesmo modo.

Até aí foi a lei francesa, mas tê-la-à ultrapassado, segundo alguns, ao proibir especificamente certos tipos de vestuário, proibição essa que, sob o princípio da laicidade do Estado (e portanto aparentemente genérica), atingiu sobretudo as comunidades islâmicas.

O burkini (ou a sua polémica, visto que a peça de roupa não surgiu agora) aparece num contexto totalmente diferente: o pânico gerado com os atentados terroristas.

Se pensarmos em abstracto sobre o assunto, e olhando para as imagens que vimos atrás, toda a questão é ridícula: não se está a punir mulheres por estarem muito despidas na praia, mas por estarem demasiado vestidas! Têm a cara tapada? Não. Pelo contrário, para quem tem a ideia da mulher muçulmana tapada da cabeça aos pés, os exemplos que vi mostram mulheres um pouco mais “libertas” (e sei/faço ideia do que pesam estas aspas, pelo menos para muitas), usufruindo desse espaço público que é uma praia, um lago ou uma piscina.

burkini_5 burkini_1 burkini_2 burkini_3

É evidente que apenas um idiota poderá apontar argumentos de segurança contra estas mulheres que desfrutam da praia com a família e amigas e amigos. Levam símbolos religiosos para a praia? Não brinquem comigo. Violam os “valores franceses”, Manuel Valls? Bom, muito por baixo anda a consideração dos valores franceses, quando é preciso fazer tais concessões ao populismo e tal é o receio de deixar fugir apoios para o Front National da senhora Le Pen.

Resta um argumento igualmente muitas vezes utilizado: o burkini é a continuação da burka (e de outro vestuário que as mulheres muçulmanas seriam obrigadas a usar), pelo que ao proibi-lo as autoridades francesas (e outras que se preparam para fazer o mesmo, como as alemãs) estariam de facto a fazer um favor a estas mulheres, a contribuir para a sua “libertação”. A sério? É evidente que existe um sistema de poder em algumas sociedades (nas de maioria muçulmana em particular, mas não apenas; e não é preciso recordar que nas outras sociedades não foram os governos que impuseram o bikini e as minisaias da Mary Quant – pelo contrário, eu vi – e concerteza muita gente com a minha idade terá visto algo de semelhante- a polícia levar uma mulher cuja saia nem sequer era muito curta, e o mesmo se passou na praia com mulheres de bikini), com supremacia masculina, do pai, dos irmãos, e finalmente do marido (no limite, de qualquer homem que se arvora em zelador do que é correcto e do que está – ou ele pensa que está – num livro sagrado).

Só que esse sistema não é absoluto – não existe na realidade nenhum país com essas exigências de vestuário. Elas existem ao nível de algumas famílias, grupos, tribos, e sobretudo em zonas remotas. Claro que existe a imposição forçada, familiar, de bairro (para não parecer mal, etc. tal como com qualquer outro grupo social).

Mas uma coisa que não se deve fazer é confundir os muçulmanos que vivem na Europa com os que vivem em países de maioria muçulmana, e em que o islão é a religião oficial – e a lei reflecte isso mesmo. Mesmo se esses países têm uma grande diversidade, desde os mais democráticos, como Marrocos, a Tunísia (em transição…), a Turquia (????), a Indonésia, ao Afeganistão, Líbia, e…. Arábia Saudita.

A burka e o restante vestuário característico das mulheres muçulmanas pode ter origens históricas remotas, e ter sido aproveitado como instrumento de dominação – não tenho dúvidas sobre isso – mas o burkini pode ser um passo (pequenino que seja) para aliviar essa dominação.

E entretanto, para brincar na areia e tomar umas banhocas.

É que reparem nisto: numa coisa Valls, os munícipes do mediterrâneo e os muçulmanos ortodoxos estão de acordo:

Nenhum deles gosta do burkini!

Beijocas no cinema

2016/07/22

Nós sabemos que são a fingir, mas…

Uma bela colecção de xôxos. alguns surpreendentes, outros muito conhecidos.


 

Dívida – a reestruturação continua actual

2016/07/21

Mais um, para que não se perca na voragem fugidia da timeline do Facebook (o governo ali referido é, evidentemente, o dos inefáveis Passos/Portas/Gaspar/Maria Luís):