Archive for Outubro, 2008
Adaptar os horários de atendimento ao público

Cartoon de Mike Thompson na Slate.
Add comment 2008/10/29
Obama – argumentos finais a uma semana das eleições
No Ohio, a uma semana das eleições de 4 de Novembro, Barack Obama apresenta uma síntese das suas propostas e exorta os apoiantes a não descansar sobre os louros até aqui adquiridos.
1 comment 2008/10/29
Um sistema eleitoral terceiro-mundista no país mais poderoso do planeta
TIME – 7 Things That Could Go Wrong on Election Day
É uma verdade lapalisseana afirmar que um processo eleitoral deve produzir resultados que estejam de acordo com a vontade dos cidadãos eleitores. Por outro lado, todos os cidadãos que, de acordo com a lei, fazem parte do universo de potenciais votantes, devem estar regularmente registados e ser reconhecidos nas urnas como tal.
Claro que sempre houve alguma tolerância (ou não, consoante quem analiza) em relação a eleições realizadas em países com fraco nível de desenvolvimento (económico, cultural e político), em democracias jovens, em países recém-saídos de conflitos ou guerras civis. O princípio base é (pelo menos do meu ponto de vista) que se aprende e melhora praticando, e que mais vale um resultado político mais ou menos enviezado do que o retorno a uma situação de conflito, com o seu cortejo de tragédias humanitárias.
Mas ninguém esperava o que se passou nos Estados Unidos nas eleições presidenciais de 2000: confusão, um sistema anacrónico e propiciador de fraudes, cadernos eleitorais mal enjorcados e à mercê da arbitrariedade das autoridades estaduais e locais, que discricionariamente “apagavam” milhares de eleitores das listas sob os mais variados pretextos, máquinas de voto pré-históricas (em que nem a leitura mais atenta dos suportes físicos permitia um consenso sobre em quem um dado eleitor tinha votado) ao lado de outras teoricamente super-modernas (as mal afamadas Diebold) que nem deixavam rasto de suporte físico, tornando impossível qualquer eventual recontagem. Como se disse na altura, pareciam as eleições no Burkina-Faso (não era necessário insultar.) Aconteceu em vários estados, mas foi mais notório e escandaloso na Flórida, governada pelo irmão de Bush Jr.
Sabe-se como acabou: os democratas e Al Gore a atirarem a toalha ao chão por esgotamento, e o Supremo Tribunal de Justiça a dar a presidência a Bush Jr.
Hoje há um acordo generalizado de que essa eleição foi roubada (e não apenas por Gore ter tido muito mais votos que Bush – isso é um resultado das regras do jogo). O mesmo aconteceu em 2004 (sendo o Ohio o estado mais em relevo) mas de forma um pouco mais sofisticada.
Mas (e estamos a 10 dias da eleição) os principais problemas permanecem, enquanto outros surgiram, como se pode ver no trabalho da TIME que linkamos acima.
Add comment 2008/10/26
Imagine que…

Belíssima foto-pergunta, tomada de empréstimo ao Random Precision e a Luís Grave Rodrigues. E vale a pena ler o post.
Add comment 2008/10/24
Relatividade
Einstein subiu até ao topo do Monte Sinai para falar com Deus com maior proximidade.
Olhando para o alto, pergunta ao Senhor…”Deus, o que significa para ti um milhão de anos?”
O Senhor responde, “Um minuto.”
Einstein pergunta, “E o que representa para ti um milhão de euros?”
O Senhor responde, “Um cêntimo.”
Einstein pergunta, “Podes-me dar um cêntimo?”
Responde o Senhor, “Espera só um minuto.”
[Retirado do Humanist Network News]
Add comment 2008/10/23
Lendo outros blogues
PONTE EUROPA: A crise financeira e a recessão
A crise financeira e a recessãoCom a mesma facilidade com que os excelsos peritos mundiais lançaram um terramoto nos mercados financeiros garantem agora os especialistas que a tempestade já passou.
Compreende-se a piedosa intenção de tranquilizar os cidadãos que sofrem a borrasca e esperam sobreviver à intempérie, mas os tempos são de instabilidade e o futuro incerto.
Vale a pena recordar, perante o caos assustador dos mercados financeiros, a reacção dos principais dirigentes mundiais. Bush ficou em estado de choque, tal como no longínquo 11 de Setembro, até que o seu secretário de Estado, co-responsável pela tragédia, propôs o plano de 700 milhões de dólares que chumbou no primeiro exame, passou com deficiência no recurso e não resolveu o problema. Era um xarope amargo, criado por Henry Paulson e vendido por Bush, responsáveis pela doença, a pagar em prestações suaves pelas próximas gerações de contribuintes.
Na Europa, enquanto os cúmplices da tragédia, recolhiam magníficas recompensas e as vítimas começavam a perder os empregos e as poupanças, os principais dirigentes políticos pareciam baratas tontas a hesitarem entre o salve-se quem puder e a resposta concertada dos Estados.
Foi perante a ansiedade e desorientação da Europa que apareceu um plano coerente e exequível, da autoria do melhor ministro das Finanças inglesas das últimas décadas, Gordon Brown, que, com a intuição da senhora Angela Merkel, foi acolhido pela União Europeia e aproveitado pelos EUA.
Nicolas Sarkozy e Durão Barroso, oportunistas, quiseram pôr-se nos bicos dos pés e apanhar o comboio do mérito, embora de futuro incerto. Rumaram aos EUA para andarem de jipe, guiados por Bush. Pareciam dois agentes funerários em conversações com um coveiro, à espera do despedimento. Foi o último acto de vassalagem que prestaram ao xerife do Texas.
Add comment 2008/10/22
O geyser virtual na terra do fogo e do gelo – em Agosto de 2007
Este documentário da AlJazeeraEnglish, transmitido em Agosto do ano passado.Em retrospectiva, alguém acha que não era previsível o que aconteceu pouco mais de um ano depois?
Add comment 2008/10/20
Os albaneses
A equipa de futebol albanesa é (justamente, pelo menos até agora) considerada uma equipa menor no contexto do futebol europeu, apenas um pouco acima de Andorra, Lichtenstein, etc.
Ontem, essa equipa jogou durante 50 minutos com apenas 10 jogadores, enquanto a equipa portuguesa manteve os seus 11 jogadores (alguns dos quais dos mais bem pagos do mundo).
A equipa albanesa teve sorte? Também teve. Mas fez o seu jogo, não poupou esforços, soube anular os seus oponentes, e num ou noutro contra-ataque até causou algum perigo.
É também certo que o guarda-redes albanês teve algum trabalho, enquanto Quim podia ter levado um sofá para a baliza.
Faltou Deco? É certo. Mas nenhuma equipa que se respeite pode apresentar essa desculpa. Estavam convocados uns 20 jogadores.
Faltou equipa, foi o que foi. E talvez fosse bom não se endeusar antecipadamente alguns jogadores só porque são “habilidosos”. O futebol é um jogo de equipa. E é o seleccionador que tem de formar a equipa.
E também não fica bem ao presidente da federação, na iminência do desastre, ausentar-se das bancadas para parte incerta a 4 minutos do fim.
Add comment 2008/10/16
Krugman Nobel da Economia 2008
Paul Krugman Wins Economics Nobel
Quando questionado hoje de manhã sobre se achava que a atribuição do prémio ia acalmar os seus críticos, Krugman disse que não: “Penso que já aprendemos isso quando vemos os escritos de Joe Stiglitz. Não notei que ele tenha tido uma vida calma. As pessoas apenas dizem, “Claro, ele é um grande laureado Nobel e é muito esperto, mas ele ainda não sabe de que é que está a falar nesta situação”. De certeza que vou apanhar com a mesma coisa”.
Krugman e Stiglitz (nobelizado em 2001) são dos economistas que melhor têm interpretado a actual crise, e dos que ao longo dos anos foram criticando o tipo de medidas que a permitiram.
Não deixa de ter um certo sabor que o Nobel seja atribuído a Krugman (cujo blog no New York Times tem por título The Conscience of a Liberal), poucos meses antes antes de Bush Jr. (ou “whatsisname”, como Krugman lhe chamou na sua crónica da semana passada) abandonar a Casa Branca pela porta baixa,
Add comment 2008/10/13












